sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Segundo as lendas africanas, não deve-se amolar as facas no chão (mesmo que seja no quintal de casa), pois atrai brigas e confusão. 

A faca é o aço e a metade dela pertence a Ogum e a outra metade pertence a Exú. 

Portanto, amolar faca no chão, traz quizilas e problemas sérios dentro de casa.


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Os principais modelos de facas:

  • De ostra: a lâmina é curta e bastante resistente serve para abrir conchas e nozes;
  • De cozinha: usada para descascar frutas, vegetais e outros ingredientes menores;
  • De Sashimi: a lâmina longa e fina é chanfrada apenas em um dos lados para ser afiada e possui fio liso;
  • De chef: desenvolvida para diversas utilidades, possui fio liso;
  • De queijo: existem várias facas com lâminas diferentes para cada tipo de queijo;
  • De pão: permite corte de cascas sem danificar o miolo dos pães;
  • Santoku: lâmina curta e larga, ideal para corte de fatias finas, possui fio liso;
  • Cutelo: lâmina grande e resistente para partir ossos e alimentar pesados, de fio liso;
  • De desossar: lâmina fina e longa, a ponta é rígida para permitir a remoção de nervos e gorduras com maior facilidade, possui fio liso;
  • De tornear: lâmina rígida e curva, faz acabamentos e descascam ingredientes arredondados, muito útil para decoração em alimentos;

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Minas Gerais proíbe porte de armas brancas - entenda se você está dentro da lei


Em 28 de julho de 2016, o governador Fernando Pimentel (PT), sancionou uma lei que proíbe o porte de armas brancas no estado de Minas Gerais.


Segundo a lei se "um artefato cortante ou perfurante usualmente destinado à ação ofensiva, como faca,  punhal, espada, florete, espadim ou similar, cuja lâmina tenha dez centímetros, ou mais, de comprimento", for encontrado com alguém, essa pessoa irá pagar uma multa que chega a R$ 2,7 mil, além de ter a arma apreendida.

Mas, a lei não vale para quando há o transporte do artefato em embalagem original, em bolsas, malas, sacolas e outros similares, em veículos (desde que dentro de uma mala ou caixa de ferramentas) e em razão do trabalho do transportador.

Fonte:http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2016/07/lei-proibe-porte-de-arma-branca-em-mg-e-preve-multa-para-infrator.html 

Quem bom que nosso novo canivete tem 9 cm de lâmina, o que fica dentro dos parâmetros da nova lei. 

Agora você não tem desculpa pra ficar sem um canivete.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Partes de uma faca

  1. Lâmina (conjunto dos itens 3 a 8)
  2. Cabo ou empunhadura (conjunto dos itens 9 a 11)
  3. Ponta ou ponteira
  4. Fio ou gume
  5. Desbaste (vazado ou bisel)
  6. Dorso ou contra-fio
  7. Mosca
  8. Ricasso
  9. Guarda
  10. Pomo
  11. Cordão


quarta-feira, 15 de junho de 2016

O primeiro ferreiro do Brasil

Sobre o comando de Pedro Álvares Cabral, estava a maior frota naval jamais vista: 1.200 homens embarcados em treze navios, sendo nove naus bem armadas, três caravelas e uma embarcação com cargas e comidas. Sob sigilo, a expedição de Cabral tinha como missão encontrar metais valiosos como ouro, a prata e o bronze. 
Nos primeiros anos de ocupação da América portuguesa, sua exploração e ocupação não alcançaram muito sucesso. Na época, as riquezas do oriente dominavam as atenções de Portugal e o governo em Lisboa só resolveu se interessar realmente pelo Brasil a partir da década de 1530, quando piratas e exploradores europeus já cobiçavam a valiosa colônia tropical rica em pau-brasil.
Temeroso em perder as novas terras para os aventureiros, o rei dom João III tratou de anunciar em 1532 a divisão do Brasil em 15 generosas faixas de terras. No entanto construir aldeias, povoar e plantar exigia ferramentas apropriadas, mas ainda indisponíveis na colônia.
À frente da primeira expedição de colonização das terras brasileiras, o militar português Martim Afonso de Souza desembarcou em São Vicente, no litoral de São Paulo, acompanhado do mestre Bartolomeu Fernandes. Ferreiro contratado por Portugal para um período de dois anos, Bartolomeu Fernandes estava incumbido de prover a colônia com enxadas, cunhas, facões, machados, anzóis, cravos e todo tipo de ferramentas necessárias ao trabalho rural e á montagem dos primeiros engenhos de açúcar. Auxiliado por meia dúzia de operários e utilizando quase meia tonelada de carvão vegetal, ele conseguia produzir 100 quilos de ferro em um dia de trabalho - a meteria-prima até então vinha embarcada da Europa.
O período de contrato venceu, mas o ferreiro não conseguia retornar a Portugal nunca mais. Com o passar dos anos, tornou-se um sujeito com olhar sempre distante no horizonte, passando a maior parte do tempo enfurnado na oficina. Era a maneira que ele encontrara para amenizar as as saudades da terra natal, lembrada a cada partida de uma caravela que se distanciava de São Vicente em direção aos portos lusitanos.
Durante seus últimos anos, Bartolomeu Fernandes era visto com desconfiança pela gente de Santos. Vivia macambúzio, martelando e manejando ferro em brasa no morro do São Bento (hoje um bairro santista), sítio que ele ganhara como reconhecimento aos serviços prestados à colônia. Aos 80 anos, o velho ferreiro dera para dizer aos ventos que estava iniciando uma obre de muita utilidade para a Vila. Mas não revelava para ninguém do que se tratava. À beira da morte, balbuciou que apenas o filho Bartolomeu Fernandes, também um artífice dos metais, sabia do seu segredo.
Uma década após a morte do ferreiro, na calada da noite de 16 de dezembro de 1590, Santos foi invadida por uma horda de piratas em busca de comida, água, jóias e baderna.
Alertada do perigo pelos sinos das igrejas, a Vila despertou assustada e os moradores, sem saber para onde debandar, ouviu os apelos do filho do mestre Bartolomeu pelas ruazinhas empoeiradas:
- Sigam-me! Venham todos!
 Clamando pelos seus santos de devoção, o povo em fuga apertou o passo atrás do messias de última hora até dar de cora com o morro de São Bento e a capela de Nossa Senhora do Desterro. Após cruzar matas fechadas e escalar um talude de pedras escorregadias, com a paisagem de Santos já amanhecendo ao longe, Bartolomeu recuou folhagens e pedras para indicar a entrada de uma gruta camuflada.
Aquela ara a obra de seu pai: um caminho secreto que levava até São Vicente, cavado com ferramentas especialmente forjadas para fazer túneis.
O jovem saltou para o interior do buraco e desapareceu na escuridão. Durante anos, a gruta tornou-se um esconderijo e ignorado dos invasores. Mais tarde, a Vila cresceu e Nossa Senhora do Desterro desapareceu para dar lugar ao mosteiro São Bento no século XVII. A época das invasões já não mais assustava os santistas e o velho refúgio perdeu-se para sempre, alimentando, porém, lendas tão emblemáticas quanto o primeiro ferreiro de que se tem notícia no Brasil. 
Fonte: http://facacriolla.com.br/

domingo, 15 de maio de 2016

Como manter e afiar sua faca por Eduardo Cunha

Corte sempre os alimentos sobre uma superfície macia, nunca sobre plástico duro, porcelana esmaltada, vidro, louça ou metal.
Poupe sua faca evitando usá-la para abrir latas.
À medida que uma faca vai sendo utilizada, o seu gume perde o fio e, consequentemente, exige maior esforço para cortar.

O que acontece é que os dentes minúsculos que constituem o gume (invisíveis a olho nu) encontram-se dobrados e é necessário restaurá-los e realinhá-los para voltar a obter o máximo poder de corte. 

Há dois métodos para manter a boa performance de uma faca, afia-la na pedra ou na chaira .
Como afiar sua faca: 
Use uma pedra de afiar de textura grossa e fina ou uma chaira ranhurada.
AFIAR: Usando uma chaira antes e depois de cada utilização manterá o gume em perfeitas condições.
 
Segure a chaira com uma mão e com a outra colocar a parte inferior da lâmina de encontro à parte superior do mesmo. 

Manter uma inclinação de 15º a 20º das costas da lâmina em relação a chaira.

Mantendo a inclinação, fazer deslizar a lâmina até ao bico sem fazer muita pressão.

Repetir o processo 3 a 4 vezes de cada lado da lâmina. 

No entanto depois de um longo e intenso período de utilização, o gume pode sofrer um desgaste maior e, nesse caso, será necessário refazê-lo através da amolação. 

É o método para refazer o gume podendo utilizar uma pedra, ou recorrer a um amolador profissional. 
Afie suas facas periodicamente. Uma faca cega é mais perigosa que uma afiada, já que requer mais força para ser utilizada.

Fonte: http://facacriolla.com.br/